Minha história com a nutrição não começou nos livros. Começou quando meu próprio corpo me deu um basta.
Por anos, minha vida foi organizada em planilhas. Sou contadora de formação. Porém, em 2021, cuidando dos números dos outros, meu corpo cobrou atenção: uma sequência de problemas intestinais, entre disbiose e aumento da permeabilidade intestinal (conhecido popularmente como “leaky gut”), me colocou em uma busca que mudou tudo. Foi procurando respostas para a minha própria saúde que descobri a nutrição funcional. E foi ali que entendi meu propósito: ajudar outras pessoas a se reconectarem com o próprio corpo.
Nessa jornada, outra peça se encaixou. Sempre vivi com a sensação de “funcionar diferente” até que, por conta própria, levantei a hipótese de TDAH. Um teste genético apontou variantes associadas ao transtorno, dando nome ao que eu já sentia na pele. Essa vivência me deu algo que nenhum livro ensina: a perspectiva de quem já esteve do outro lado, buscando respostas sem saber por onde começar.
Foi essa combinação da experiência pessoal e rigor científico que me trouxe à graduação em Nutrição, com foco em bioquímica, genética, fisiologia humana, imunologia e semiologia nutricional, e com um olhar especial para as condições que me acompanham de perto, como hipermobilidade e TDAH.
Minha abordagem é simples: não existe dieta pronta para todo mundo. Cada corpo tem uma bioquímica, uma genética e uma história. Meu trabalho é unir ciência e escuta para construir uma alimentação que faça sentido para você. Do seu intestino ao seu cérebro.
Se você já tentou de tudo e sente que ninguém te escuta de verdade, talvez a gente se entenda.